O thriller psicológico de Alan Shapiro de 1993, The Crush, chega como um estudo sobre obsessão adolescente envolto em respeitabilidade suburbana. Cary Elwes interpreta Nick Eliot, um jornalista que aluga uma casa de hóspedes na propriedade da abastada família Forrester em Seattle. A filha do lar, Adrian, de 14 anos, interpretada por Alicia Silverstone em seu primeiro grande papel no cinema, desenvolve uma paixão que rapidamente se transforma em algo muito mais sinistro. O filme acompanha sua transformação de adolescente sedutora a sociopata calculista, usando as proteções concedidas à juventude como armas contra seu alvo.
Filmado em Vancouver, que substitui o subúrbio de Seattle, a produção operou com um orçamento de 6 milhões de dólares e arrecadou 13,6 milhões de dólares no mercado interno. A Morgan Creek Entertainment produziu o filme, que recebeu classificação R devido ao seu conteúdo maduro. A trilha sonora de Graeme Revell acentua a tensão crescente, enquanto a cinematografia de Bruce Surtees captura a tranquilidade enganosa da propriedade dos Forrester. O elenco de apoio inclui Jennifer Rubin como Amy, namorada de Nick; Kurtwood Smith como Cliff, o pai alheio de Adrian; e uma jovem Amber Benson como Cheyenne, amiga de Adrian.
Embora a recepção crítica tenha sido mista, o filme é lembrado principalmente por lançar a carreira de Silverstone e como uma cápsula do tempo do ciclo de thrillers eróticos do início dos anos 90. A atuação rendeu a ela indicações ao MTV Movie Awards e ao Young Artist Awards, e o papel levou diretamente à sua participação como protagonista em As Patricinhas de Beverly Hills dois anos depois.
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PlotSem spoilers
Nick Eliot, um jornalista no final dos seus vinte anos, muda-se da cidade de Nova York para um tranquilo subúrbio de Seattle para escrever para uma revista local. Ele aluga uma casa de hóspedes na vasta propriedade da família Forrester: Cliff, um empresário de sucesso; sua esposa Liv; e a filha deles, Adrian, de 14 anos. O acordo parece ideal, com os Forresters tratando-o quase como família.
Adrian é precoce, inteligente e impressionantemente madura. Ela rapidamente se fascina por Nick, encontrando desculpas para ficar perto de sua casa e fazendo perguntas incisivas sobre sua vida. Nick, comprometido com sua namorada Amy, uma fotógrafa, permanece educado, mas distante. Ele trata Adrian com o cuidado necessário de um adulto interagindo com uma menor, desviando gentilmente suas investidas.
Mas o interesse de Adrian não é uma paixão passageira. Ela começa a se inserir sistematicamente na vida de Nick: aparecendo sem convite em suas sessões de escrita, deixando presentes e inventando histórias para ganhar sua simpatia. Quando Amy visita, o ciúme de Adrian se torna evidente. Ela planta sementes de dúvida, criando situações que fazem Amy parecer instável. Cliff descarta o comportamento como típica angústia adolescente, sem reconhecer o perigo.
Depois que Nick a rejeita inequivocamente, a paixão de Adrian se transforma em vingança. Ela vandaliza o carro de Amy, espalha rumores no trabalho de Nick e encena incidentes projetados para arruinar sua reputação. Sua juventude e aparente inocência servem como camuflagem perfeita: ninguém acredita que uma garota de 14 anos possa ser tão calculista. Nick se vê preso, cada tentativa de se livrar apenas aprofundando seu envolvimento. A campanha de Adrian ameaça sua carreira, seu relacionamento e, finalmente, sua liberdade, revelando como uma casa aparentemente perfeita pode esconder um predador que usa as proteções da sociedade para crianças como armas.
Um thriller erótico derivativo que depende fortemente da atuação de Alicia Silverstone para elevar um roteiro previsível e ralo. As tentativas do filme de profundidade psicológica são prejudicadas por uma trama melodramática, embora continue sendo uma curiosidade cult para fãs de thrillers dos anos 90.
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