“O filme de Scorsese é uma jornada sombria, melancólica e muitas vezes aterrorizante pela psique.”
Claudia Puig
USA Today

Fevereiro de 1954. O marechal dos EUA Teddy Daniels chega de balsa ao remoto Hospital Ashecliffe para criminosos insanos, uma instituição fortaleza em uma ilha ventosa na costa de Boston. Sua missão: investigar o desaparecimento de Rachel Solando, uma paciente que sumiu de uma cela trancada. O psiquiatra-chefe do hospital, Dr. John Cawley, insiste que é impossível. Mas Daniels não acredita. Assombrado pela morte de sua esposa e por suas memórias da libertação de Dachau, ele sente uma conspiração. Seu novo parceiro, Chuck Aule, é um delegado falante e tranquilo do Oregon. Juntos, eles entram em um labirinto de mentiras, drogas e guerra psicológica.
Martin Scorsese dirigiu esta adaptação do romance de Dennis Lehane de 2003, gastando 80 milhões de dólares para construir um mundo que parece tanto historicamente preciso quanto abstratamente pesadelar. O filme arrecadou 294 milhões de dólares globalmente e se tornou um dos thrillers mais comentados da década. Leonardo DiCaprio dá uma performance crua e desequilibrada como Daniels, apoiado por Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Scorsese preenche o quadro com chuva, névoa e as cordas dissonantes de Penderecki e Ligeti. O resultado é um filme que parece menos um mistério de detetive e mais uma descida à loucura.
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No verão de 1954, o marechal dos EUA Teddy Daniels e seu novo parceiro Chuck Aule pegam uma balsa para a Ilha Shutter, lar do Hospital Ashecliffe para criminosos insanos. Um furacão de categoria 4 está se formando, e a ilha já parece estranha. O diretor os saúda com um aviso: a equipe sabe como cuidar dos seus. Teddy e Chuck são levados ao prédio principal do hospital, uma estrutura de pedra sombria com janelas gradeadas e alas trancadas. Eles encontram o Dr. John Cawley, o psiquiatra-chefe, que explica que a paciente Rachel Solando, uma mulher que afogou seus três filhos, desapareceu de seu quarto na noite anterior. A porta estava trancada por fora. A janela estava gradeada. Ninguém viu nada.
Teddy começa a interrogar a equipe e os pacientes, mas cada resposta leva a mais perguntas. Uma paciente chamada Bridget Kearns sussurra uma frase enigmática: "A Lei do 4." Outro paciente, George Noyce, avisa Teddy que o hospital está realizando experimentos de controle mental e que ele deve sair da ilha enquanto pode. Teddy encontra um bilhete na cela de Rachel que diz "Quem é 67?" Os números e nomes começam a parecer um código. Ele descobre que o hospital tem um farol, mas ninguém lhe diz o que acontece lá. Enquanto isso, suas dores de cabeça e pesadelos pioram. Ele vê sua esposa morta, Dolores, em seus sonhos, com as costas cobertas de cinzas, sussurrando que ele deve ir embora.
Chuck parece solidário, mas Teddy percebe que o delegado às vezes hesita, como se soubesse mais do que deixa transparecer. Quando Teddy tenta acessar a Ala C, a ala mais segura, o Dr. Cawley o impede, citando privacidade do paciente. Teddy insiste mais, exigindo ver os arquivos dos pacientes. Ele descobre que um interno chamado Andrew Laeddis ateou o fogo que matou o senhorio deles e que Laeddis está de alguma forma ligado ao assassinato de sua esposa. A tempestade chega, cortando toda a comunicação com o continente. A energia oscila. Pacientes vagam pelos corredores. Teddy e Chuck se separam para procurar na ilha. Teddy acaba em uma caverna nos penhascos, onde encontra uma mulher que afirma ser a verdadeira Dra. Rachel Solando, uma ex-psiquiatra que fugiu do hospital por causa dos experimentos antiéticos realizados lá. Ela lhe diz que toda a instalação é uma fachada para um programa da CIA que usa drogas, eletrochoque e manipulação psicológica para controlar mentes. Ela o avisa que seu parceiro, Chuck, não é quem parece ser.
Teddy retorna ao hospital, mais paranoico do que nunca. Ele confronta o Dr. Cawley, exigindo ver o farol. Cawley se recusa. Teddy rouba uma arma do escritório do diretor e invade a Ala C. Lá ele encontra George Noyce, que lhe diz a verdade: Teddy não é um marechal. Ele é um paciente. Toda a investigação é uma terapia de interpretação de papéis projetada para romper sua ilusão. Noyce diz que Teddy está aqui há meses e que já falhou no teste antes. A tempestade ruge. Teddy, abalado, mas ainda acreditando em sua própria história, decide invadir o farol. Ele acredita que é lá que os experimentos estão acontecendo e que Laeddis está sendo mantido lá. Ele deixa Chuck para trás e vai para a chuva.
Trailer
Consenso da crítica
《Ilha do Medo》de Martin Scorsese é um thriller elegante e atmosférico, reforçado por uma forte atuação de Leonardo DiCaprio. Embora suas reviravoltas possam ser divisivas, o filme é uma experiência convincente e cheia de suspense.
“O filme de Scorsese é uma jornada sombria, melancólica e muitas vezes aterrorizante pela psique.”
Claudia Puig
USA Today
“Ilha do Medo é uma maravilha de atmosfera e mistério, um quebra-cabeças labiríntico que mantém você adivinhando até o fim.”
Peter Travers
Rolling Stone
“Leonardo DiCaprio entrega uma performance poderosa como um homem se desintegrando sob imensa pressão psicológica.”
Roger Ebert
Chicago Sun-Times
“O filme é uma aula magistral de suspense, construindo tensão e pavor com maestria a cada cena.”
Manohla Dargis
The New York Times
Director
Martin Scorsese
Writers
Dennis Lehane, Laeta Kalogridis
Cinematographer
Robert Richardson
Producers
Bradley J. Fischer, Mike Medavoy, Arnold Messer, Martin Scorsese
Golden Globe (2011)
Melhor Ator – Filme Dramático: Nominated
BAFTA Award (2011)
Melhor Música de Filme: Nominated
Saturn Award (2011)
Melhor Filme de Terror: Nominated
Saturn Award (2011)
Melhor Ator: Nominated
Critics' Choice Movie Award (2011)
Melhor Roteiro Adaptado: Nominated
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